domingo, 2 de dezembro de 2012

MENSAGEM BATISTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA


Palavra do Rev. Dr.
Timothy George*,
Delegado Fraternal, da
Aliança Batista Mundial,
para a Assembleia Geral do
Sínodo dos Bispos sobre “A
Nova Evangelização para a
Transmissão da Fé Cristã”.
Um evento organizado
pela Igreja Católica, que
traz um estudo comum
das condições da Igreja e
a solução concorde das
questões relativas à sua
missão (Cidade do Vaticano,
16 de outubro de 2012).
V
ossa Santidade, veneráveis membros
do Sínodo, irmãos
e irmãs no Senhor,
Cumprimento-vos no nome
de Jesus Cristo, o único salvador do mundo, e em nome da
Aliança Batista Mundial, uma
comunidade formada por
42 milhões de Cristãos servindo ao Senhor em aproximadamente 180.000 igrejas
espalhadas em 120 países.
Que um Cristão Batista seja
convidado a participar e a
falar neste Sínodo constitui
um momento de importância histórica. Sou grato pela
calorosa acolhida que me foi
ofertada.
Gostaria de enfatizar três
pontos no que diz respeito à
Nova Evangelização:
Em primeiro lugar, os Batistas confessam, juntamente
com todos os Cristãos, uma
robusta fé no único Deus trino, o qual, em sua grandiosa
graça e amor nos tornou participantes de sua vida divina
por meio de Cristo Jesus, o
Grande Evangelizador, que
nos salva somente pela gra-
ça. Esta fé está baseada nas
Santas e inspiradas Escrituras,
a Palavra de Deus escrita, especialmente na fundamental
confissão de São João, ho logos sarx egeneto, “e o Verbo
se fez carne, e habitou entre
nós” (João 1.14).
Já na obra Trinitate, Santo
Agostinho fala das missões
do Filho amado e do divino
Espírito, que cumprem o plano de salvação do Pai. Como
São Paulo declara em Gálatas
4.6: “Deus enviou aos nossos
corações o Espírito de seu
Filho”, nos alertando a clamar com as mesmas palavras
que Jesus nos ensinou: “Pai
nosso, Abba, Pai”. O Jesus
ressurreto nos entregou a
Grande Comissão para irmos
a todas as nações, evangelizando, batizando e catequizando – fazendo tudo isso
em nome do Pai, do Filho e
do Espírito Santo. Ignorando-se esta fundamentação
trinitária, todos os nossos
planos e programas voltados
a evangelização serão provados infrutíferos. O primeiro
parágrafo do Instrumentum
laboris nos lembra que a fé
Cristã não é “simples ensinamentos, sábios provérbios,
um código de moralidade ou
uma tradição”. Mas sim um
“encontro e relacionamento
verdadeiros com Cristo Jesus,
as Boas Novas e o maravilhoso presente de Deus para a
humanidade”.
Em segundo lugar, o Deus
missionário que entregou à
Igreja essa Comissão, também deu à ela um imperativo em favor da unidade
Cristã. Nós não somente
devemos proclamar as Boas
Novas a todos os povos,
mas fazê-lo de tal forma que
a unidade e o amor entre o
Pai e o Filho sejam visivelmente refletidos. “Como o
Pai me enviou, também eu
vos envio a vós”, disse Jesus.
E também, “Nisto conhecerão todos que sois meus
discípulos, se tiverdes amor
uns aos outros” (João 20.21;
13.35). A unidade Cristã
não é um fim em si mesmo,
mas está sempre a serviço
da evangelização. Onde o
nosso testemunho está fraturado, a nossa mensagem
é desprovida de persuasão,
senão inaudível. Batistas e
Católicos diferem no que
concerne a importantes assuntos eclesiásticos e teológicos, contudo, estamos
compromissados a buscar
um maior entendimento
mútuo por meio de um processo onde dialogamos em
amor e nos ouvimos com
respeito. Um exemplo desta
abordagem é o diálogo entre
a Aliança Batista Mundial e
o Conselho Pontifício para
promover a unidade Cristã,
que perdurou durante cinco
anos, e resultou no relatório
“A Palavra de Deus na vida
da Igreja”, a ser publicado
em um futuro próximo.
Em sua encíclica, Ut Unum
Sint, o Papa João Paulo II
enfatizou a memória dos
mártires como uma parte viva
do nosso testemunho Cristão
hodierno. Em uma visita à
Basílica de São Bartolomeu
alguns dias atrás, me foi mostrado o lindo ícone dos mártires cristãos, de leste a oeste,
norte e sul, dos séculos XX e
XXI. Fiquei muito comovido
ao encontrar lá a imagem
de dois Cristãos Batistas: o
primeiro, um humilde crente
que foi encarcerado e assassinado pelos comunistas na
Romênia; o outro, Martin Luther King Jr., um pastor Batista de meu próprio país. Jesus
orou ao Pai celeste que seus
discípulos fossem um para
que o mundo cresse. Como
dantes o sangue dos mártires foi a semente da igreja,
também agora o sangue dos
mártires de hoje é a semente
da unidade da igreja.
Em terceiro lugar, ao longo
de nossa história, os Batistas
têm sido campeões ardentes
da liberdade religiosa, não
apenas em favor próprio,
porém para o benefício de
todas as pessoas, em todos
os lugares. Nos tempos recentes, a liberdade religiosa
se tornou parte do discurso
moral público, conforme reflete o Art. 18 da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, o qual cada Cristão pode
e deve afirmar. Não obstante,
antes de ser a liberdade religiosa um direito, ela é um
dom; um dom arraigado no
próprio caráter de Deus e no
tipo de relacionamento para
o qual Ele chama a todos.
Conforme dispõe a Epístola
a Diogneto “Em Deus não
há violência” (Ep. Dg. 7:4).
Essa verdade foi claramente
refletida no Segundo Conselho Vaticano, onde muitos
teólogos batistas estavam
entre os observadores Protestantes. Na Declaração sobre
Liberdade Religiosa, Dignitatis humanae, encontramos
estas palavras: “Ainda que na
vida do Povo de Deus, que
peregrina no meio das vicissitudes da história humana,
houve por vezes modos de
agir menos conformes e até
contrários ao espírito evangé-
lico, a Igreja manteve sempre
a doutrina de que ninguém
deve ser coagido a acreditar”
(DH 12). Hodiernamente, em
muitos lugares, a liberdade
religiosa está sob ataque de
diversas formas – algumas
óbvias e outras mais sutis.
Todos os Cristãos que levam
a sério o chamado de Jesus
para evangelizar devem também se posicionar e trabalhar
em conjunto para a proteção
e o florescer da liberdade
religiosa universal, tanto para
indivíduos quanto para instituições de fé.
Na Homilia de 11 de outubro, marcando o princípio
do Ano da Fé, o Papa Bento XVI usou a imagem de
um deserto para descrever o
mundo que somos chamados
a evangelizar atualmente. De
fato, somos confrontados por
todos os lados por um ermo
estéril de desorientação e
desapego da fé. Existe um
desertum ad extra – secularismo e relativismo, resultando
em uma cultura de violência
e morte. E há também um
desertum ad intra – a agonia
do isolamento e da solidão,
abrindo alas à exasperação
sentida por tantos em nossos
dias.
Entretanto, as Escrituras
também nos lembram que
foi precisamente no deserto onde surgiu João Batista
para preparar o caminho do
Senhor afirmando: “Eis o
cordeiro de Deus, que tira
o pecado do mundo” (João
1.29). O profeta evangelista
Isaías afirmou que Deus fará
o deserto se regozijar e desabrochar como uma rosa.
E naquele lugar árido e seco
correrão rios de águas vivas.
Para aqueles que possuem
um coração temeroso, Ele
disse: “Seja forte, não tema!
Aqui está o seu Deus” (Is.
35.1-6). Que o Ano da Fé e o
Sínodo para a Nova Evangelização sejam um prenúncio
à renovação do evangelho e
renovador para a igreja e para
o mundo atual.
*O Rev. Dr. Timothy George é Reitor do Beeson Divinity School da Universidade
de Samford (EUA) e dirige a
Comissão de Doutrina e Unidade Cristã da Aliança Batista
Mundial.
(Tradução de D. B. Riker e
D. E. Riker, respectivamente
Reitor e Seminarista, Faculdade Teológica Batista Equato

domingo, 25 de novembro de 2012

VELHO OU IDOSO?


Velho ou idoso?
• O pastor Noélio Duarte publicou no jornal do dia 28/10,
página 6, uma poesia que leva o título de “Velho ou idoso?”.
Meu caro pastor, quando chamaram-me de velho por ocasião
da minha primeira neta, escrevi uma poesia que já vai pelos
seus 24 anos.
Por que chamas-me de velho,
Se apenas idoso sou,
Tenho experiencias e vivo,
A vida de Cristo que, vejo no evangelho.
Sou apenas um idoso, forte e robusto,
Não sou velho e nem quero ser,
Tenho meus ideais e vivo feliz,
Por isso não ficarei velho pra morrer.
Tenho sempre um pouco mais,
Dos dias que o Pai me dá,
Não quero ser velho chato e rabugento,
Ser velho é coisa que não aguento.
Minha idade porque contar?
Sou apenas um idoso feliz,
Sempre obediente as ordens do Pai,
Minha vida é contar e falar.
Falar de Cristo e do seu amor,
Contar as bençãos sem par,
Não sou velho sou apenas um idoso,
Que tem Cristo como Senhor.
Da juventude um pouco perdi,
Agora tenho alguns anos,
Joguei fora a idade mais forte,
Sou idoso e não um velho que espera a morte.
Sou idoso ativo e cumpro meu dever,
Vivi e trabalho bastante,
Vivo com meu Mestre sempre,
Em comunhão constatante.
Eusvaldo Gonçalves dos Santos
Membro da IB Ebenézer de Americana,

domingo, 18 de novembro de 2012

TAMBÉM SOU UM PÉSSIMO PASTOR


Também eu........
Sou um péssimo pastor
Desculpe-me, mas sou um péssimo pastor... 
...porque eu não vou mudar a minha voz para que você sinta segurança, achando que tenho alguma autoridade, quando eu falar; 
...porque eu não vou pensar por você para facilitar sua jornada espiritual; 
...porque eu não vou falar mais alto do que você precisa para ouvir; 
...porque eu não vou lhe ensinar a determinar ou dar ordens ao Pai, como um filho mimado o faz; 
...porque eu não lhe digo que você é um vencedor quando a sua espiritualidade está falida; 
...porque eu não vou lhe ensinar a temer a Deus mais do que a amá-lo;
...porque eu não lhe direi que você é especial simplesmente por estar frequentando uma Igreja;
...porque eu não alimentarei o seu ego pregando somente as coisas que você gosta de ouvir;
...porque eu não lhe ensinarei a ser próspero a qualquer custo enquanto o mundo morre de fome;
...porque eu não lhe ensinarei a mover as mãos de Deus através de uma oferta sacrificial;
...porque eu não lhe direi que Deus me revelou algo que não está no texto, somente para fazer a mensagem melhor para você;
...porque eu não vou lhe ensinar que a igreja de quatro paredes é a casa de Deus;
...porque eu não vou lhe ensinar que se você entregar o dízimo sua responsabilidade com os necessitados estará cumprida;
...porque eu não vou transformar a reunião do culto numa rave para que você fique atraído pelo ambiente;
...porque eu não vou lhe ensinar a marchar por Jesus, enquanto Ele quer que marchemos pelo próximo;
...porque eu não lhe darei uma lista do que pode ou do que não pode para você farisaicamente siga um mandamento no lugar de um Deus;
...porque eu não lhe ensinarei que há um diabo maior do que a Bíblia conta, somente para você poder colocar em alguém a sua culpa;
...porque eu não lhe ocultarei os meus erros para você pensar que é liderado por alguém melhor que você;
...porque eu não vou falar em nenhuma outra língua além da que você consegue compreender;
...porque eu não lhe tratarei melhor por causa do carro que você anda, da roupa que você veste ou do dinheiro que você põe no gazofilácio.
Dentre muitas outras coisas que poderia dizer: fique certo: sou um péssimo pastor.

sábado, 3 de novembro de 2012

Geração X,Z, M


http://1.bp.blogspot.com/_b2-QN6D0oRw/SdexkAg_J4I/AAAAAAAAAXI/l2d7bVFUQtU/s200/olhar-futuro.jpgA palavra "juventude", geralmente, está associada a descobertas, beleza, alegria, vivacidade, entre outros aspectos. Jovens se organizam em grupos, sua linguagem é única e a busca pela novidade é constante. Nas últimas décadas foram utilizados vários termos para rotular a juventude, dentre eles: geração Paz e Amor, geração Coca-Cola, geração Xuxa, geração Saúde, geração Y, geração X, geração Z, geração M, dentre outros. Nesta postagem vamos saber mais um pouco sobre esses conceitos, e discutir sobre a juventude de hoje e suas perspectivas de futuro. 

Nos tempos mais antigos, de acordo com a Bíblia, considerava-se como uma nova geração aquela nascida 40 anos após a anterior. Por volta dos anos 50 do século XX, após a segunda-guerra esse conceito mudou, pois a população passou a ter uma vida mais acelerada. Nasceram assim os Baby´s Bombers, os Roqueiros, os Hippies, a Geração X, seguida da geração Y e da geração Z.

Gerações X e Y

Até pouco tempo atrás, livros e filmes ainda falavam da Geração X, aquela que substituiu os yuppies dos anos 80. Recentemente, o mercado publicitário saudou a maioridade da Geração Y, formada pelos jovens nascidos do meio para o fim da década de 70, que assistiram à revolução tecnológica. Esses adolescentes da metade dos anos 90 eram consumistas não de roupas, e sim de traquitanas eletrônicas. Agora, começa-se a falar na Geração Z, que engloba os nascidos em meados da década de 80.

Geração z

Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e internet. Enquanto os demais buscam adquirir informação, o desafio que se apresenta à Geração Z é de outra natureza. Ela precisa aprender a selecionar e separar o joio do trigo. Em meio à abundância de informação a qual está exposta, é necessário saber utilizá-la da melhor forma possível. O conceito de Geração Z, mescla-se ao conceito de geração M.

Geração M

A tecnologia e a internet criaram um novo rótulo para os jovens dos dias de hoje, a geração M. Esse novo rótulo surgiu de um estudo da Kaiser Family Foundation em 2005, chamado, “Generation M”. Essa pesquisa foi financiada pela Kaiser Family Fundation e dirigida pela Stanford University. Segundo essa pesquisa a Geração M é aquela que tem capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Estamos falando de uma nova geração nascida e/ou criada junto com a internet, jovens na faixa dos 20 anos ou menos, que desdobram seu browser em diversas abas ou janelas, conversam com várias pessoas on-line através do msn, ouvem música no mp3 player ou assistem à TV, tentam estudar ou trabalhar, tudo isso ao mesmo tempo, sem contar o celular que fica por perto na espera de qualquer ligação. Multiplicam suas atenções para acompanhar, ou tentar acompanhar, a intensa velocidade do mundo moderno. Geração Internet, iGeração, NetGen (Net Generation), Geração D (Digital), Geração Agora. Os nomes são diversos, e talvez por essa mesma diversidade que a melhor definição acaba sendo Geração M: multiatarefados, multiconectados, multiestimulados, multi-informados.

Quem afinal são os jovens de hoje?

São 20,12% os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos de idade, mais de 34 milhões de cidadãos. É nesta faixa etária que se encontra parte da população brasileira atingida pelos piores índices de desemprego, evasão escolar, falta de formação profissional, mortes por homicídio, envolvimento com drogas e criminalidade. É fato também que os jovens de hoje já não se articulam como os cara pintadas da década de 90 (geração Y), ou aqueles das décadas de 60, 70 ou 80, que saiam nas ruas para protestar contra a ditadura, debatendo sobre a política e os assuntos de interesse da sociedade.
 

Mesmo diante dessa nova realidade, os jovens, certamente, podem ser reconhecidos em suas práticas inovadoras e afirmativas. A questão que se coloca é: quem tem atenção para com as capacidades, as experiências e as potencialidades dos jovens? É lastimável quando vemos pessoas que não acreditam no potencial dos jovens. Dentro das empresas, na pouca contratação de pessoas “menos experientes”, nas igrejas através da delegação de cargos de responsabilidade apenas aos “anciãos”, e nas próprias famílias, onde os pais não dão valor aos novos conhecimentos e opiniões dos filhos em relação aos assuntos familiares.

Então podemos definir os jovens de hoje apenas como pessoas multiconectadas, alienadas à política e questões sociais e discriminadas por um mundo comandado por “velhos”? Claro que não! Tenho visto uma mudança nos últimos anos, onde algumas organizações têm enxergado o potencial dos jovens e têm investido neles, e com isso alcançam resultados muito maiores do que as outras organizações que desprezam esse fator. Posso citar como exemplo a Igreja Videira, através de seu trabalho com os jovens. A rede dos Radicais Livres (jovens) é liderada pelo pastor Naor Pedroza, e é composta por células que são lideradas por jovens, que recebem todo o treinamento e acompanhamento necessários. O diferencial dos Radicais Livres é que reconhecem o potencial de cada jovem, e por isso investem e confiam nos mesmos. Diante disso, nos últimos anos essa rede têm experimentado um crescimento exponencial no número de fiéis, bem como o desenvolvimento constante de seus jovens.

Como entender as novas gerações?

De acordo com sociólogos, hoje temos uma mudança geracional a cada 10 a 15 anos. As diversas gerações convivem entre si, mas sem saber nada uma da outra. Se você tem 30 anos de idade e quer falar com alguém de 16 anos, normalmente olha pra ele como um desajustado de “piercing” e ele olhará para você como um velho muito “devagar”.

Hoje se você parar para ouvir um adolescente ele vai te falar das suas preferências de TV e de até suas preferências sexuais. O problema é que muitas vezes não temos a capacidade de ouvi-los de verdade, com interesse sincero. Devemos conhecer suas verdades, dúvidas, idiomas, seus problemas, realizar encontros em restaurantes, parques, campos de futebol e até abrirmos salas de chat para falarmos com milhares de adolescentes, que na falta de diálogo com seus familiares, conectam em chats e MSN todos os dias para falar com desconhecidos sobre suas intimidades.

Esses jovens acabam ficando apáticos e ressentidos de uma geração de líderes que os rejeitam e discriminam por causa de sua linguagem, aparência, motivações, preferências musicais e a forma como usam seu tempo livre.

Devemos entender o comportamento das novas gerações para podermos ajudá-las a adquirir maturidade, influenciando-as para o bem de todos.

Quem será o jovem do futuro?

Imagine alguém que nasceu após o ano 2000. Em 2020 essa pessoa fará parte da nova juventude que nasceu no estágio mais avançado da internet e da tecnologia de uma forma geral. Como será o mundo em que elas viverão? Com certeza se encontrarão em um mundo com muito menos recursos naturais, maiores problemas ambientais, com cidades maiores, mais competitividade e exigências de formação muito maiores do que as de hoje. Um mundo em que não haverá espaço para os bons, apenas para os excelentes. Com certeza o jovem do futuro, mais do que nunca, deverá ser alguém ‘melhor a cada dia’.

Cabe a nós jovens e adultos de hoje, contribuirmos para a formação dos jovens do futuro, isso através da melhoria da comunicação entre as gerações e do investimento e confiança depositado nessas novas pessoas, valorizando seu potencial. Podemos chamar os jovens do futuro como a
 Geração da Esperança, uma nova geração que construirá um mundo melhor, com muito mais solidariedade, paz e igualdade entre os povos. 

Veja só o vídeo dessa menina de 13 anos, que em 1992, proferiu um discurso que calou o mundo por 5 minutos.




Esse é apenas um exemplo, de como as novas gerações estão se tornando mais
 conscientes e atuantes na construção de um mundo melhor.

sábado, 29 de setembro de 2012

HOMENS SÃO RESPEITADOS QUANDO UMA MULHER OS APOIAS



HOMENS SÓ SÃO RESPEITADOS QUANDO UMA MULHER OS APÓIA!
Hinduísmo diz : "Não existe criatura mais pecadora do que a mulher. A mulher é o fogo ardente. Ela é o gume afiado da navalha.” Budismo: ''As mulheres são ciladas que o demônio inventou para os homens, a mais perigosa de todas as paixões que cegam a mente do mundo.". No Islã, muito embora o Alcorão ordene diferente, as mulheres são tratadas como objetos: os maridos podem ter 4 mulheres, mas elas só podem ter um marido. Na cultura religiosa chinesa as mulheres eram chamadas de “águas de desgraça”. Os gregos olhavam para a mulher como uma criatura sub-humana, inferior ao homem. Este considerava o matrimônio como algo desnecessário, sendo a liberdade sexual tida como perfeitamente lícita e correta se tornando parte da sua religião, o culto à Afrodite, a deusa do amor e da beleza. De acordo com a sua mitologia, esta deusa, que era esposa de um deus, desenvolveu relações ilícitas com três outros deuses, bem como com um mortal. Como resultado desta última relação ilícita nasceu um deus bastardo, Cupido, o deus do amor! Sócrates disse: ''A Mulher é a grande fonte do caos e da ruptura no mundo.” No catolicismo de antanho encontramos alguns “santos” com  afirmações sobre mulheres; São Jerônimo menciona uma mulher “maravilhosa”, cujo último marido tinha sido o seu 23º, tendo sido, ela própria, a 21º mulher do seu marido. S. Gregório Taumaturgo:  “pode-se encontrar um homem casto entre mil, mas nunca entre as mulheres." S. Gregório de Nazianzum: '' A ferocidade é característica do dragão e a astúcia da áspide, mas a mulher tem a malícia de ambos.” No Judaísmo houve muitas mulheres que se destacaram nas iniciativas: Débora (juíza ), Hannah Rachel de Ludomir (hassídica que viveu no século XIV, na Ukrania) Regina Jonas (a primeira rabina a ser ordenada em Berlim em 1935) e Golda Meir (Primeira Ministra do Estado de Israel). Na Bíblia encontramos exemplos magníficos, a começar com Eva que deve ser vista como a primeira a denunciar o diabo diante de Deus. Raquel é o exemplo de que vale a penar lutar pelo amor, até a morte. Ana venceu a infertilidade pela oração. Rute lutou contra a solidão e provou que mulher trabalha e se ocupa. Abigail foi elogiada pelo rei Davi pela sua prudência. Tamar se destaca pela sua pureza. Jeoseba pela sua coragem. Ester é a beleza e força em prol do povo. Algumas outras mulheres se destacam de maneira heróica e anônima tanto no VT como no NT. Maria esqueceu de si e derramou todo o seu nardo em Jesus. Trifena e Trifosa, gêmeas foram auxiliadores de outra grande mulher, Febe, diaconisa. Maria, a mãe de Jesus enfrentou todos os preconceitos de sua época ( primeira mãe solteira), tornando-se bem aventurada. Alguns ainda medievais hodiernos, contra o trabalho pastoral de mulheres nas igrejas, usam    “Não cobiçaras a mulher do próximo, nem o escravo, o boi, o burro, nem nada que lhe pertença...” e afirmam que aqui Deus colocou a mulher ao nível de escrava e animais úteis!  Na verdade o homem só pode ser realmente homem, porque Deus lhe deu uma mulher para ajudá-lo. Gn 2:18. Paulo, considerado “contra a mulher” afirma que os homens só são respeitados quando uma mulher os apóia nos desafios ( Ef. 5:22-24). Jesus ao livrar a mulher pega em flagrante adultério, não só deu dignidade a todas, como condenou o machismo ali caracterizado pela ausência do homem no flagrante.  Não há como negar sol para as mulheres, porque estas sem pedir licença, estão em todos os setores da sociedade, por méritos.
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sábado, 1 de setembro de 2012

BRINCAR EM FAMÍLIA



Brincar em Família
Texto: Gn 26.8
O assunto desta tarde baseia-se no livro de Gênesis 26.8. Solicito que os irmãos leiam e descubra qual é o assunto.
“E aconteceu que, como ele esteve ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua mulher”.
A família trabalha, estuda e cultua. A família não brinca!
A primeira vista, esta declaração pode parecer válida pela ênfase no trabalho, estudo e culto. Especialmente a tônica final. Família não brinca! Contrariando essa afirmação vamos construir um texto das palavras de Jesus Mt 23, quando criticava os escribas e fariseus: “...dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”. Mateus 23:23
“....trabalhais, estudais, cultuais, e desprezais uma importante habilidade, brincar; deveis, porém fazer está coisa, e não omitir aquelas”.
A família perdeu a habilidade de brincar. Não estaria aqui uma das razões da desintegração da família?
Sabe-se que a brincadeira une. O resgate da brincadeira será o resgate da unidade familiar. Brincadeira não tem idade. Ela produz fruto. O fruto da brincadeira é: respeito, obediência às regras, disciplina, solidariedade, compreensão, bondade, regras de comportamento, mansidão, temperança, fé. Perante estas coisas não há contra indicação.
Quantos valores poderão ser ensinados em um momento de brincadeira. A brincadeira familiar é uma terapia, onde se descobre e corrige desvios comportamentais, emocionais e até mesmo espirituais!
Por que a família não brinca mais? Houve um tempo que a família brincava vários tipos de brincadeiras que envolvia toda o grupo. Ouve-se a distância as cantigas de rodas:
Escravo de Jó jogava o caxangá, guerreiro com guerreiro fazem zig-zá! Eu vi a Margarida passeando na avenida, olé Margarida, olé Margarida.......”    
Catávamos caxangá sem saber o que era caxangá. Alguém sabe? Caxangá tem vários significados, mas nada de jogo. Pode ser um crustáceo (parecido com um siri), um chapéu usado por marinheiros, e há até uma definição indígena: segundo o Dicionário Tupi-Guarani-Português, de Francisco da Silveira Bueno, diz que caxangá vem de caá-çangá, que significa "mata extensa". Mas nada disso tem a ver com jogo e menos ainda com Jó, o personagem bíblico que perdeu tudo o que tinha (inclusive os filhos), mais não perdeu a fé. Isso deixa os especialistas intrigados. Já procuraram caxangá, caxengá e caxingá, com ‘x’ e ‘ch’, e não encontraram nada que fizesse sentido como um jogo informa o etimologista Cláudio Moreno. "Se esse jogo existisse, seria quase impossível explicar como ele passou despercebido por todos os antropólogos e etnólogos que estudam nossas tradições populares." O que pode ter ocorrido é uma espécie de "telefone sem fio": se originalmente o verso fosse "juntavam caxangá" ao invés de "jogavam", poderíamos pensar em escravos pegando siris em vez de em um jogo. Outra hipótese é que caxangá seja uma expressão sem sentido, como "a tonga da mironga do kabuletê", da canção de Toquinho e Vinícius - as palavras separadas até têm sentido (são vocábulos africanos), mas não com o significado que elas têm na música. (Artur Louback Lopes).
A resposta hoje é que não se tem tempo a perder com brincadeiras, quando existem muitas coisas para serem feitas.
Brincar em família não deve ser entendido como perca de tempo, mas como investimento. Mesmo porque infância só se tem uma e a brincadeira é uma importante estratégia para o eterno fortalecimento dos laços de família.
Crianças que brincam, quando adultas esquecerão muitas coisas, mas lembrarão das brincadeiras familiares.
A psicóloga M Jesus Candeia afirma que durante as brincadeiras e jogos a criança desenvolve aspectos importantes para o seu crescimento, tais como: desenvolvimento físico (muscular), raciocínio lógico, percepção sensorial, socialização, comunicação e criatividade.
Brincar estimula os reflexos perceptivos, motores, intelectuais, e sociais da criança, ajuda-a a conhecer-se a si mesma e a explorar as suas emoções. Por outro lado auxilia a criança a tomar noção do “eu” e do “outro”, e desenvolve a linguagem.
Pais, resgatemos o prazer de brincar com o seu filho, como também de beijá-lo (Salmos 2.12) Desenvolve a confiança da criança em si mesmo, ou seja, a sua auto-estima, o carinho
O brincar tem um papel fundamental no controle da agressividade e na descoberta de novas formas de estar.
Para qualquer criança, brincar é tão essencial ao seu desenvolvimento como a alimentação e o carinho. Enquanto brinca, a criança organiza a sua forma de pensar e sentir mostra como vê a realidade e aprende a interagir com os outros e vive as situações de uma forma espontânea e alegre.
Brincar é natural na criança, facilita o seu crescimento harmonioso, desenvolve a relação com o outro, é uma forma de comunicação, ajuda a aprender a resolver conflitos e a lidar com as situações.
Cada idade tem um modo de brincar específico e é em cada uma dessas fases que a criança aprende a diferenciar a realidade da fantasia, o certo do errado, o bom do ruim
Os pais também precisam resgatar o gosto pelas brincadeiras, jogos etc., para fortalecer a união. É bom para os filhos verem os pais brincando! Quando se brincam não se brigam. Vamos brincar para conquistar um beijo, abraço ou outra coisa!
Para finalizar quero destacar a importância do abraço. Você já abraçou alguém hoje? Com freqüência nos despedimos com um frio aperto de mão ou um beijo ritual. Beijo e abraço devem ser acompanhado de afetividade para se conseguir um mundo melhor, mais humano. Neste particular, temos muito a aprender com o mundo animal que brinca nas campinas, correm.
A importância do abraço

Não existe um mau abraço, somente bons e ótimos abraços.
Abraços são dietéticos e não causam câncer ou cáries...
Abraços são totalmente naturais, sem preservativos, ingredientes artificiais ou pesticidas...
Abraços são: livres de colesterol, adoçados naturalmente, 100% disponíveis na natureza e são totalmente recicláveis...
Abraços são fáceis de transportar, não necessitam baterias, sintonização ou raio-X...
Abraços são isentos de impostos, totalmente regeneráveis e auto-eficientes energicamente...
Abraços são seguros em qualquer tipo de clima...
Na verdade,
Abraços são especialmente aconselháveis para dias frios e chuvosos
Abraços são excepcionalmente efetivos no tratamento de problemas como: pesadelos ou depressão da segunda-feira...ou depois do jogo da Argentina.
Nunca deixe para amanhã se você pode abraçar alguém hoje,
Porque quando você dá um abraço em alguém,
No mesmo instante você recebe um de volta.
Para todos, um abraço especial!

Autoria desconhecida

terça-feira, 7 de agosto de 2012


MISSÃO DA IGREJA: Fazer Missões
Mt. 28.19-20; 24.14
                Após 2.000 anos, a igreja ainda não foi capaz de cumprir a ordem de Jesus Cristo. O mundo hoje tem 7 bilhões de habitantes. 2.200 povos ainda não alcançados e 4 bilhões de pessoas que até hoje não  ouviram a mensagem do amor de Deus.  48 milhões de crianças nascem anualmente em países não cristãos.
Por que a igreja cristã não é capaz de cumprir essa missão? Onde encontrar essa resposta? O diretor da JMM diz que a resposta encontra-se em nós! Mais precisamente nas nossas falhas. A igreja contemporânea tem pessoas influentes que ainda não foram regeneradas. Outras, regeneradas, porém que esqueceram quem foram, quem são e quem deverão ser.
                Pedro em sua epístola primeira, capítulo 1, aborda a necessidade da regeneração para a obra missionária. Regeneração significa ser gerada novamente. No diálogo de Jesus com Nicodemos está enfatizada a necessidade de regeneração. Nicodemos era religioso, mas estava fora do Reino.  Jesus aconselha Nicodemos a nascer de novo.
                Regeneração é uma operação espiritual e não educacional (Tito 3.5; Ez 36.25,26). Reino dos céus não se alcança por viver uma vida melhor e sim por um novo nascimento.
                Como Deus produziu nossa regeneração? O Senhor Deus sentiu nossa miséria (1Pedro 1.3). Sua misericórdia foi muito grande que enviou Jesus. O sacrifício de Cristo foi terrível. A nossa condição de condenado pesou sobre Ele (Is 53.5). O sacrifício de Cristo deve  lembrar de quem éramos. Precisamos lembrar do nosso passado no pecado e da nossa libertação em Cristo. O lembrar do nosso passado leva-nos também a lembrar dos 4 bilhões de pessoas que estão perdidas.
                Pedro fala também de uma esperança. Fomos regenerados para uma esperança dada pelo próprio Cristo. Qual a nossa esperança? Morar nos céus. Viver a eternidade junto ao Senhor Jesus (João 14.1-3; Lc 23.44). Pedro acrescenta a graça (favor imerecido) como razão para capacitação da igreja no cumprimento da missão. A salvação é obra da graça divina. Sua graça capacita-nos ao testemunho. A graça encoraja-nos a testemunharmos no bairro, no trabalho e na rua. Cristo convoca, capacita, envia e acompanha no desenvolvimento da missão.
                Ao lembrar quem éramos, quem somos e quem seremos encoraja-nos a missionar desenvolvendo as atitudes de misericórdia, esperança e graça. A misericórdia desperta a intercessão; a esperança ao investimento e a graça ao envolvimento.