terça-feira, 19 de julho de 2022

DUAS ESPADAS

 

No Evangelho de Lucas, 22.36, o Senhor Jesus declara: “... e quem não tiver espada, venda o manto para comprar uma.”

O papa Bonifácio VIII (1302 d.C.) assinou sua bula Unam Sandum, que afirma que a igreja tem pleno direito divino de exercer os dois poderes (material e espiritual) fundamentado sobre esta passagem.

Porém o que o contexto realmente quer dizer é que de agora em diante uma nova época começa sobre novas condições: separação do Mestre e hostilidades do mundo.

O Senhor Jesus não está ordenando arregimentar um exército e nem comprar espadas para luta, mas assinalar um novo período que segue à crucificação.

O uso da força e poder material, mesmo para a extensão do Reino é contrário ao ensino de Cristo (Mt 5.9s, 22.38ss, etc.).

A expansão do Reino de Deus nunca foi encorajada pela luta armada, mas oração, contribuição e entrega pessoal. No verso 40, ele ordena aos discípulos: “... Orai, para que não entreis em tentação”.

Percebe-se que quando os discípulos revelam que teem duas espadas, Jesus diz basta, para indicar que o sentido da declaração é metafórico.

Jesus ensina também, que a partir da sua partida, os discípulos devem ser responsáveis em prover o sustento, verso 36 diz: “Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e quem não tem espada, venda a sua capa e compre uma”.

Porque o combate será decisivo, os discípulos devem estar preparados para enfrentá-lo. Enquanto estavam na companhia do Mestre, nada faltou (Lc 10. 4-7). Agora, porém a situação muda, é hora de luta, simbolizada pela expressão “espada”.

Cada um deve prover o seu próprio sustento e enfrentar as lutas espirituais, que impedem o estabelecimento do Reino, na força e no poder do Espírito Santo!

Orar, contribuir e ir!

jcm

 

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Penélope & Malala

 

           Vimos nas últimas aulas que, muitas vezes, o silêncio pode ser percebido de um jeito positivo, como uma forma de dar sentido ao mundo que nos cerca e às relações. Dessa maneira, o silêncio nos ajuda a entender melhor o mundo e as pessoas e a lidar melhor com eles.

             O silêncio, contudo, também pode ter significados negativos. Às vezes, ele é resultado da falta do que dizer, que pode ser fruto da ignorância ou do nervosismo. No senso comum existe uma expressão muitas vezes utilizada, que é Quem cala consente”. Ou seja, quando não dizemos nada, quando não contestamos a fala do outro, permitimos a ele que faça o que quiser.

             O silêncio pode ser egoísta ou confortável: não dizemos nada para evitar o esforço de elaborar o que dizer ou para afastar as possíveis consequências do que está sendo dito.

             O silêncio também pode ser violento: podemos ser obrigados a nos calar. A censura é um silêncio imposto. Na Odisseia, poema do século IX a.C. descrito pelo grego Homero, uma das histórias mais antigas de que se tem notícia, há um episódio de censura ou imposição do silêncio. O poema conta a história do guerreiro grego Ulisses (ou Odisseu) em sua viagem de volta à Grécia após a guerra de Tróia para encontrar sua amada Penélope. Mas é também a história do jovem Telêmaco, filho de Penélope e Ulisses, que sai em viagem em busca de seu pai.

             No início do poema, Telêmaco recebe amigo em uma festa no palácio onde vive com sua mãe, e um bardo – como se chamavam os criadores de versos que animavam as festas – começa a cantar as dificuldades que os guerreiros gregos teem em voltar para casa. Penélope, perturbada pela canção, sai de seus aposentos e pede ao bardo que cante uma música menos triste. O jovem Telêmaco intervém, dizendo: “- Mãe! Volte para seus aposentos, continue a costurar, volte para o tear e roca. Quem dá as ordens são os homens e eu sou o homem nessa casa”. Ela obedeceu.

             Nessa história, escrita por volta de 3 mil anos atrás, percebe-se como a voz da mulher não é ouvida e seu direito à fala é negado por uma voz considerada socialmente mais poderosa.

             Um caso recente e violento de tentativa de silenciamento é o da ativista Malala Yousafzai (1997-). Malala nasceu no Paquistão, onde as meninas estavam sendo proibidas de frequentar a escola. Inconformada, passou a escrever em um blog denuncias desse estado de coisas e começou a sofrer ameaças.

             Em 2012, Malala foi baleada na cabeça por apoiadores do regime no governo. Ela sobreviveu ao atentado e se tornou uma conhecida militante do direito à educação em todo o mundo. Em 2014, ela ganhou o prêmio Nobel da Paz.

Dorigo, Gianpaolo

Ensino Fundamental, anos finais.

domingo, 17 de julho de 2022

Não estou sozinho no Universo

 


             A Nasa criou uma organização denominada Seti, Search for Extraterrestrial Intelligence, para identificar a existência de vidas em outros planetas.

Enquanto a organização aguarda um zap cósmico, o simples leitor das Escrituras já concluiu que não está sozinho no Universo. Ezequiel 1.5 fala de seres viventes que saiam da nuvem, definindo-os como querubins (10.1), que revelam a glória de Deus.

             A carta aos cristãos de Éfeso (3.10), revela que o Eterno informa os poderes e autoridades das regiões celestes o que acontece aqui na terra com a Sua igreja. Mais à frente, (6.12), fala da luta cósmica contra os dominadores deste mundo de trevas, forças espirituais do mal nas regiões celestiais.

O texto fala sobre a luta permanente entre as forças espirituais. Portanto, não apenas existem outras vidas no Universo, como também algumas delas são perversas. Esses seres perversos trabalham contra igreja de Cristo aqui na terra. Por isso os conflitos entre membros da igreja; pastores e membros; pastores e pastores; cônjuges etc.

             Quem os criou? As Escrituras revelam que foi o Eterno, “Pois Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos e soberanias, poderes e autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele” (Col 1.16).

             O conflito cósmico envolveu Miguel e seus anjos contra o dragão, alcançou a terra e o mar. Um grito de “Ai” soou no universo: o dragão desceu cheio de ira contra seus habitantes! Isto justifica tanto conflito no planeta terra. Nem todos os seres vivente que ocupam o Universo são do bem. Muitos são do mal. O conflito cósmico que começou na eternidade está presente aqui e a luta continua!

             Qualquer pessoa, consegue identificar e sentir o efeito desse conflito cósmico em todos os níveis da sociedade humana.

jcm

 

 

 

 

O princípio de autoridade é divino, mas a escolha é humana

 


As eleições se aproximam e a mobilização dos candidatos também. Com rara exceção, são personagens conhecidas que parecem que o único aprendizado da vida foi fazer política e transferir aos herdeiros.

Os discursos de “mudanças” assumem versões atualizadas, mas a essência é a mesma. Um autor desconhecido acentuou: nada muda, se você não mudar. Então lembre-se de ser diferente em outubro”.

Uma geração nova, cheia de sonhos, está sendo arregimentada para as eleições, embora sábia e inteligente, desconhece o tabuleiro político.

Ó momento exige reflexão e ação profundas, especialmente da geração que se vai. Qual a herança política que deixará para a nova geração. Sabe-se que os acontecimentos são escatológicos, “é necessário que isso aconteça”, disse o Mestre de Belém. Porém se pode procrastinisar os acontecimentos que devem vir sobre a terra, oferecendo oportunidade de arrependimento.

O lado bom da democracia, embora criticada, é que existem opções, e devem ser analisadas com frieza e sem paixão, pois a paixão cega o entendimento e gera violência.

O cenário atual revela uma liderança polarizada e líderes confusos. O senso bom, parece ter abandonado a consciência dos que deviam criar um clima de paz e segurança. A recomendação do Mestre de Belém é de que os que chamam pelo Seu nome, devem ser pacificadores.

A verdadeira política tem conotações e recomendações divinas para os que se apresentam para o ofício. Recomendações contextualizadas, presentes na Torá, conforme Deuteronômio 17.14-20.

O homem ou mulher que escolherem para ser “eleito”, deve ser indicado por Deus, o SENHOR. [...]

O eleito não deverá ter muitos cavalos e não deve ser “polígamo” nem ajuntar para si muita riqueza.

Quando começar governar, deve ter como livro de cabeceira, a Bíblia, e deve lê-la todos os dias para que aprenda temer o SENHOR, nosso Deus e obedecer a seus mandamentos.

Se fizer isso, ele não irá pensar que é mais do os outros e cumprirá fielmente toda a Constituição. Assim governará muitos anos e seus descendentes o sucederão.”

jcm

 

            

 

sábado, 16 de julho de 2022

Igreja & Política

 

O presente texto busca refletir sobre o tema: Igreja e Política, um hiato dolorido. De acordo com o pequeno dicionário brasileiro, a expressão hiato tem dois sentidos. Um anatômico e outro gramático. É claro que no título do livro descreve o sentido gramático, ou seja, quando duas vogais estão juntas, porém em silabas vizinhas. O hiato diferencia – se de um ditongo e de um tritongo pelo fato de ser constituído por duas vogais e, consequentemente, ser pronunciado em vários esforços de voz. Da mesma forma religião e política que por algum tempo andaram de mãos dadas, somente após o iluminismo com o foco voltado para a razão acentuou essa dissociação de sentidos que já tinha ocorrido no Renascimento (séc. XV – XVI) com a figura e o pensamento político de Maquiavel. Houve uma ruptura brusca com a política clássica, dando espaço à política moderna. A política de Maquiavel abandona todo o princípio de bondade, felicidade, moralidade, religiosidade presentes no pensamento platônico, aristotélico e agostiniano.  

O texto busca fazer uma síntese da Política e Igreja dentro de uma visão filosófica da era clássica, passando pela moderna e contemporânea na vida e comportamento da atividade política e religiosa, focando nos movimentos Pluralistas, Fundamentalistas, Progressistas e Tradicionalistas presentes no ambiente político.

O advento do iluminismo foi o principal responsável para separar política da religião. Alguns pensadores construíram frases que justificaram essa separação:

Religião aliada à política é uma arma perfeita para escravizar ignorantes” (Júlio Cesar de Melo); “Política e religião não se misturam; uma coisa é ter fé em Deus, outra é acreditar no homem. O homem é corruptível; Deus não!” (Júlio Pattuzzo).

Por outro lado, há pensadores que advogaram uma participação direta da religião e religiosos na política partidária. “Somente os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões continuam no poder e os falsos profetas continuam a pregar” (Alexandre Boarro). Não sei quem copiou de quem, mas Charles Haddon Spurgeon, pregador Batista inglês, muito influente no protestantismo reformado e na política do seu tempo, também conhecido como o “Príncipe dos Pregadores” fez semelhante afirmação, alterando somente a concordância: “Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões continuam no poder e os falsos profetas continuam a pregar.”  “Querer separar a religião da política é uma loucura tão grande ou maior do que a de querer separar a economia da política.” (Miguel Unamuno).

As frases do segundo grupo sustentam a importância do tema escolhido e inspiram homens e mulheres comprometidos com a fé, justiça e equidade a se apresentarem para tal tarefa. Claro, se tiver vocação política. Fazendo uma paródia de uma frase do grande pastor Rubens Lopes: “Políticos que faltam e políticos que fazem falta.” Precisa-se preencher a lacuna dos políticos que faltam e substituir os que cometem faltas.

 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Setenta Semanas de Daniel - Dn 9. 24 - 27

 


O nome Daniel significa, Deus é meu juiz. Foi levado para a Babilônia em 605 a.C., ainda na adolescência. Seu livro foi escrito em língua hebraica (1.1-24; 8.1- 12.13); aramaica (2.4 – 7.28). Livro dividido em duas partes: Histórica e profética.

Daniel era um homem de oração. Seu livro registra pelo menos dois momentos cruciais que ele se põe de joelhos, 2.17-23, ora por conhecimento; 9.3-19, intercede pelos judeus, seu povo e nessa oração recebe a revelação das setenta semanas.

Uma das mais importantes revelações proféticas do AT, mas também a mais divergente em termos de interpretação. Uns creem que as semanas representam tempo sem fim, outros que são semanas de anos.

Os que aceitam que são semanas de anos fundamentam – se na narrativa mosaica registrada em Levíticos 25. 1 – 22; 2Cr 36. 19 – 21. A principal interpretação, reconhece que as setenta semanas se referem a anos, ou seja, 490 anos, cada semana sendo um período de sete anos (Lv 25.1-22 e 2Cr 36.19-21).

As setenta semanas começam com a ordem para restaurar Jerusalém (v.25), que conforme Ne 2. 1-6, saiu no vigésimo ano do rei Artaxerxes (445 a. C).

1º. período – sete semanas (49 anos);

2º período – sessenta e duas semanas (434 anos);

3º período – uma semana (7 anos).

1º período – ordem para restaurar e edificar Jerusalém 7 semanas (49 anos). A ordem está registrada em Ne 2.

Quem deu a ordem? Rei Artaxerxes;

Para quem foi dada a ordem? Para Neemias;

Quando foi dada a ordem? 14/03/445 a. C. Artaxerxes, rei Medo-Persa. (2.1) vigésimo ano do rei Artaxerxes (445 a. C.) deu ordem para Neemias retornar e reconstruir Jerusalém. O programa de reconstrução durou 49 anos (sete semanas). A reconstrução terminou em 396 a. C. [396 + 49 = 445].

2º período – 62 semanas (434 anos), “... depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto. 483 anos foi o período entre a construção dos muros e da cidade de Jerusalém até a morte de Cristo (o Ungido).

O senhor Robert Anderson escreveu: O período corresponde exatamente 69 semanas (14 de março, 445 a. C. – 6 de abril de 32). [69 semanas x 7 = 483 anos. (SHELTON, 1985)

Entre a sexagésima nona semana e a septuagésima, situa-se o período da Igreja, também chamada de período da graça.

3º período – uma semana (7 anos), também conhecida como a septuagésima semana de Daniel. (Período do reino do anticristo). O Senhor revela a Daniel que: “... Ele, o anticristo, fará aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares, sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” (9. 27).

O governo do Anticristo e a septuaginta semana iniciarão com a assinatura da aliança com muitos, incluindo Israel. Aqui surge uma outra pergunta: a igreja passará pela Grande Tribulação, ou estará no céu? Alguns defendem que muito antes da assinatura do acordo de paz, a igreja será tirada, outros que ela passará pela tribulação.

Sobre o Anticristo, três perguntas se levantam:

1. De onde ele virá?

2. Quando aparecerá?

3. O que ele fará?

Para responder as perguntas precisa retomar o capítulo 2 de Daniel (o sonho de Nabucodonosor), VII-VI a.C., descreve a existência de quatro império e tem correlação com as visões registradas no capítulo sete, (Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma).

O capítulo 7.7 revela que o quarto animal (império romano) tinha dez chifres (dez nações, (7.24) império romano restaurado – (Nova Ordem Mundial?).

Diante dos problemas que envolvem o mundo, há uma proposta dos líderes internacionais para a criação de uma Nova Ordem Mundial. NOM se refere ao surgimento de um governo mundial totalitário.

Na teoria das relações internacionais, a expressão NOM, tem sido utilizada para se referir mudança no pensamento político, social e econômico. Maior centralização de poder.

Das diversas interpretações deste termo, a expressão está principalmente associada ao conceito de governança global. Uma Nova Ordem Mundial facilitará o surgimento do anticristo.

As dez nações mais poderosas do mundo: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, Alemanha, França, Japão, Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Estando eu a observar os chifres eis que entre eles subiu outro pequeno chifre, (décimo primeiro chifre) diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados....” (7.8). O pequeno chifre é o Anticristo, “o príncipe que há de vir” 9.26.

O décimo primeiro chifre, refere-se a um homem. Este homem recebe diferentes nomes: a. “o príncipe que há de vir” (9.26); “rei” (Dn 11.36); “homem do pecado” e “filho da perdição” (2Ts 2.3); “iníquo” (2Ts 2.8); “besta” (Ap 13.4) e “Anticristo” (1Jo 2.22).

Detalhes, será do gênero masculino; descendente de família religiosa, talvez descendente de judeus, mas não terá respeito ao Deus dos judeus (2Ts 2.4, Dn 7.25). Não tem respeito pelas mulheres (celibatário) (Dn 11.37)

Uma ideia que encontra suporte em Dn 7.8 sustenta que deverá sair da União Europeia (Império Romano restaurado), ou da NOM.

Quando aparecerá? 

Um texto que busca responder essa questão é 2Ts 2.6,7,8. O Anticristo só aparecerá quando for afastado aquele que agora o detém (v7).

O que é que impede o aparecimento do Anticristo e um período de grande apostasia e corrupção? (2Tm 3.1-9).

O que o detém. No grego está no gênero neutro. No verso 7 encontra a expressão aquele...detém” no masculino.

Está combinação de neutro e masculino levou os cristãos primitivos a verem nessa referência o império romano e seu imperador, porque aguardavam a manifestação do anticristo na sequência da queda do império romano.

Outros veem, que o detém, como a necessidade de cumprir a missão de pregar o evangelho a todo mundo. (Mt 24.14; 28.19,20; Mc 13.10; Ap 5.9-11; 7.9; 15.4, etc.). Nesse caso “aquele” seria talvez uma referência a Paulo (cf Rm 15.16-24) e os que seguem nos seus passos.

Outros interpretam aquele ... detém como uma referência ao Espírito Santo que será retirado por ocasião do arrebatamento da igreja, ou as constituições, pois o anticristo não respeitará leis.

Para cristãos contemporâneos, continua sendo um mistério. É alguma coisa (v.6), ou alguém (v.7) que “retém”, uma força, ou uma pessoa que impede a manifestação do anticristo que deve preceder a Vinda.

A alusão deveria ser compreensível aos destinatários da carta; para nós, no entanto, é um enigma apesar das numerosas explicações propostas.

O que o anticristo fará?

O profeta Daniel percebeu o discurso do “príncipe que há de vir”; (falava grandes coisas; falava grandiosamente; falava coisas arrogantes). Paulo afirma que (2Ts 2.9; Ap 13.4-6) ele agirá como Satanás, operando sinais e milagres falsos.

Fará um acordo de paz com muitos, incluindo Israel (Dn11.27). No meio da semana (42 meses ou 3 ½), corromperá o santuário, provavelmente o terceiro templo que será reconstruído em Jerusalém), então, começará uma perseguição assoladora contra os santos do Senhor. No final da semana Deus trará o julgamento e um reino de justiça será implantado.

O Anticristo será paralisado (gr katergese) com o sopro dos lábios do Senhor, Is 11.4; 2Ts 2.8; Dn 11.40-45)

Trindade Satânica

O projeto de Satanás era ser Deus, ou tomar o lugar de Deus, Is 14.12-17; Ez 28. 13-18). A primeira metade do seu governo será de paz e prosperidade, mas repentinamente será interrompida por destruição (1Ts 5.3).

Ele constituirá uma paródia da trindade divina. Ímpia. Satanás, anticristo e o falso profeta que chefiará a falsa religião e unirá o mundo ao redor do culto ao anticristo.

Satanás sempre desejou ser adorado com Deus; em Mt 4.9 prometeu dar os reinos do mundo e a glória deles (teologia da prosperidade) se Jesus o adorasse. O anticristo será próspero (Dn 11.36)

Aliás satanás já vem sendo adorado no mundo há muito tempo. Em 30/04/1966 o americano Anton Szander LaVey, sumo sacerdote da religião, fundou na cidade de São Francisco, California na Casa Negra a Igreja de Satanás que hoje tem milhões de seguidores no mundo (FRITSCHER. p. 27)

Uma das estratégias da Besta será colocar uma marca para identificar os seus seguidores e os que aceitarem sua autoridade. A marca será o seu nome, que nos é impossível interpretar com segurança. Diz que é um número de homem (Ap13.18), 666.

Por analogia, entende que o número sete no Hebraico significa perfeição absoluta e o número, seis imperfeição, portanto 666 é o cúmulo da imperfeição.

Apocalipse 13.1 descreve o perfil da besta (gr therion) “animal selvagem”, 11.7). Chifres simbolizam poder, e os diademas representam autoridade. A besta, que é o anticristo é dominada pelo dragão, satanás (v.4), que tinha em 12.3 sete cabeças e dez chifres.

Sua natureza é descrita na conjuntura das três feras de (Dn 7). 1. Leopardo, perigosamente malévolo; 2. Pés de urso, grande força; 3. Boca de leão, devora tudo; 4. Poder, trono e autoridade vindos da parte do Dragão. Tudo isto mostra como ele vai governar na grande tribulação Mt 24.15-31; 2Ts 2.1-12).

Um ponto importante na escatologia é o papel de Israel. Liderado pelo anticristo, uma confederação de nação tentará destruir Israel, reorganizada como Estado em 14 de maio de 1948, em cumprimento profético (Is 66.8; Ez 37. 11,12), depois de 2600 espalhada pelo mundo. Até hoje poucas nações reconhecem o Estado de Israel.

Israel será invadida durante o reino do anticristo, quando uma paz aparente resultará do acordo com o anticristo. Por isso, quando disserem há paz e segurança, eis que lhe sobrevirá repentina destruição... (1Ts 5.3). Porém, o Senhor lutará por Israel (Ez 38 18-23).

Em cumprimento profético dará espaço a última das batalhas que dará início ao reino milenar, a batalha de Armagedom (Ap 16.13-16).

A palavra Armagedom, é uma transliteração da palavra hebraica har megido, “a colina de Megido” que domina a planície de Jzereel (ou Esdralom). Este local foi palco das antigas e maiores batalhas de Israel.

No Armagedom ocorreram vários acontecimentos: derrota dos cananeus liderados por Jabim (Jz 4.2). Vitória de Gideão sobre os midianitas (Jz 7). Derrota do rei Saul (1Sm 31). Morte da rainha Jezabel (2Rs 9.33ss). Faraó Neco mata o piedoso rei Josias (2Rs 23.30).

O Armagedom simboliza a última luta escatológica entre o povo de Deus e as forças do Maligno (Sl 2.2 e 3; Is 5. 26-30; Jr 6.1-5; Ez 38.

A batalha do Armagedom será o cumprimento de Dn 2.34. A besta e o falso profeta lançados no lago de fogo Ap.19.20 e Satanás aprisionado por mil anos Ap. 20.2.

Após os mil anos, Satanás será liberto (Ap 20.7ss), reunirá um grande exército para a última peleja contra os santos, porém fogo do céu consumirá seu exército e ele será lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. Serão atormentados, pelos séculos dos séculos.

Um novo céu e uma nova terra surgirão. Novo em qualidade e novo temporalmente (gr kainos) Ap 20.11. Contemplaremos um universo diferente, no qual não há necessidade de Sol, da lua e das estrelas 21.23. Nada impede que essa nova criação seja literal conforme Rom 8.19-22. Os remidos viverão eternamente sobre a terra redimida, perfeitamente adaptada à felicidade. Aleluia, Maranata!

 

 

 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

ÚLTIMOS DIAS

 

Últimos Dias

Textos: At 2.14 – 23; Joel 2.28-32.

Tempo: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos.”  (At 2.17)

Khrónos é tempo cronológico, o tempo físico, que pode ser medido, com um princípio e um fim. 

Kairós é um tempo indeterminado, é o tempo metafísico em que algo especial acontece, é o tempo marcado com um "antes" e um "depois".

“...assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” (Ef 1.4).

“...para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia.” (2Pe 3.8)

Deus não marca o tempo segundo a medida dos homens:

Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.” (90.4).

Aion, por sua vez, seria um tempo que incluiria um passado e futuro ilimitados. Tempo dos acontecimentos incorporais, tempo do sentido. Era o tempo sagrado e eterno, ciclo e imensurável

Os discípulos questionaram o Senhor Jesus acerca do tempo da sua vinda:

“...que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século? (Mt 24.3). 

O fato mais importante é a volta de Cristo.

O fim do mundo; a consumação do século:  

quando -

que sinal haverá (relativo a destruição de Jerusalém). Quanto à destruição de Jerusalém as recomendações estão nos vv 15 – 20.

(v. 15) o abominável da desolação – tem a ver com o que os romanos fizeram no templo quando tomado no ano 70 – ofereceram sacrifícios pagãos em Jerusalém ao proclamar Tito imperador. Contrário a ordem de Tito, o templo foi totalmente destruído, cumprindo o relato profético (Mt 24.2).

No ano 170 o rei Antíoco Epifânio erigiu um altar a Zeus no lugar do altar consagrado a YHWH (1 Macabeus 1.54-59; 6.7; 2 Macabeus 6. 1-5).

(v.16) fujam para os montes - os cristãos judeus se refugiaram em Pela, na região de Decápolis.

(v. 20) não se dê no inverno nem no sábado – o inverno, frio; a Lei proibia viajar mais de um quilômetro no sábado.  

A volta de Cristo marca o fim dos governos dos homens e cumpre (Dn 2.34-35).

Antes da volta de Cristo aparecerão,

enganadores (24.4,5);

falsos cristos,

guerras,

fome e terremoto,

tribulações,

falsos profetas,

multiplicação da iniquidade,

esfriamento do amor a Deus

Todos estes sinais apenas criam o ambiente para a manifestação do grande sinal, a pregação do evangelho até os confins do mundo (v. 14; Mt 28. 18-20). Então virá o fim.

Estatística desanimadora

Em 2000 anos apenas 60% da população de quase 7,8 bilhões (2021) ouviu o evangelho.

40% (3.2 bilhões de pessoas) da população mundial ainda não ouviu de Jesus – segundo relatório da Aliança para os Não Alcançados/abril 2018

Mais de três bilhões de pessoas estão distantes da oportunidade de aprender sobre o Evangelho onde moram.

Na Ásia 60% da população desconhece o Evangelho.

No Brasil dos 309 grupos étnicos, 29 ainda não foram alcançados. (118 mil pessoas).

Outro problema é o analfabetismo, distribui-se Bíblia, porém o povo não sabe ler. Em muitos lugares a alfabetização é inferior a 30%.

Voltemos aos sinais

falsos cristos,

 

Sun Myung Moon (1920-2012), mais conhecido como Reverendo Moon, fundador da Igreja da Unificação. Ensinava ser o Messias e a Segunda Vinda de Cristo, cumprindo a missão inacabada pelo Jesus bíblico. Os membros da Igreja da Unificação ainda consideram Sun Myung Moon e sua esposa, Hak Ja Han, os Verdadeiros Pais da humanidade, Adão e Eva restaurados à sua plenitude.

 

Inri Cristo (1948 -), um astrólogo brasileiro que afirma desde 1969 ser o segundo Jesus reencarnado. Vive em Brasília, considerado por ele e seus discípulos como a “Nova Jerusalém” mencionada no Apocalipse.

 

 

Guerras,

 

1ª Guerra Mundial (1914-1918); 2ª Guerra Mundial (1939-1945); se compararmos em termos de mortos, vive-se a terceira guerra mundial, passa de 4,5 milhões. (14.800 p/dia) (Guerra biológica)

 

A violência parece fazer parte do DNA humano. Poucos foram os períodos de paz em algumas regiões do planeta:

 

1.    O período mais longo de paz foi registrado na Antártida. (Continente gelado).

2.    A civilização minoica floresceu em Creta 3.000 a.C – 1100 a.C passou 1.500 anos sem trava nenhuma guerra. Causa: existência de poderosa esquadra marinha, nenhuma ousava desafiar a outra.

3.    Na Europa em partes da Asia e da África entre 100 d.C.  - 200 d.C., foi um momento de paz mundial devido o poderio das legiões romanas.

 

Fome 

 

A fome atinge 811 milhões de pessoas no mundo

(O relatório “O Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI, na sigla em inglês) 2021”, divulgado nesta segunda-feira (12) pela ...)

 

Terremoto – diariamente o noticiário informam sobre terremotos, furacão, enchentes.

Multiplicação da iniquidade, 2 Tm 3. 1-9

 

Esfriamento do amor a Deus – Lc 18.8

Desigrejados – O censo de 2021 registrou 20 milhões de desigrejados

cansados de igreja,

desinstitucionalizações,

evangélico não praticante,  

O que tem afastado as pessoas das igrejas?

·        Pandemia

·        Escândalos (Pedofilia entre sacerdotes)

·        Escândalos financeiros

Conclusão: tudo indica simplesmente os princípios das dores para que finalmente levante o anticristo. (Perfil  do anticristo)