sábado, 16 de julho de 2022

Igreja & Política

 

O presente texto busca refletir sobre o tema: Igreja e Política, um hiato dolorido. De acordo com o pequeno dicionário brasileiro, a expressão hiato tem dois sentidos. Um anatômico e outro gramático. É claro que no título do livro descreve o sentido gramático, ou seja, quando duas vogais estão juntas, porém em silabas vizinhas. O hiato diferencia – se de um ditongo e de um tritongo pelo fato de ser constituído por duas vogais e, consequentemente, ser pronunciado em vários esforços de voz. Da mesma forma religião e política que por algum tempo andaram de mãos dadas, somente após o iluminismo com o foco voltado para a razão acentuou essa dissociação de sentidos que já tinha ocorrido no Renascimento (séc. XV – XVI) com a figura e o pensamento político de Maquiavel. Houve uma ruptura brusca com a política clássica, dando espaço à política moderna. A política de Maquiavel abandona todo o princípio de bondade, felicidade, moralidade, religiosidade presentes no pensamento platônico, aristotélico e agostiniano.  

O texto busca fazer uma síntese da Política e Igreja dentro de uma visão filosófica da era clássica, passando pela moderna e contemporânea na vida e comportamento da atividade política e religiosa, focando nos movimentos Pluralistas, Fundamentalistas, Progressistas e Tradicionalistas presentes no ambiente político.

O advento do iluminismo foi o principal responsável para separar política da religião. Alguns pensadores construíram frases que justificaram essa separação:

Religião aliada à política é uma arma perfeita para escravizar ignorantes” (Júlio Cesar de Melo); “Política e religião não se misturam; uma coisa é ter fé em Deus, outra é acreditar no homem. O homem é corruptível; Deus não!” (Júlio Pattuzzo).

Por outro lado, há pensadores que advogaram uma participação direta da religião e religiosos na política partidária. “Somente os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões continuam no poder e os falsos profetas continuam a pregar” (Alexandre Boarro). Não sei quem copiou de quem, mas Charles Haddon Spurgeon, pregador Batista inglês, muito influente no protestantismo reformado e na política do seu tempo, também conhecido como o “Príncipe dos Pregadores” fez semelhante afirmação, alterando somente a concordância: “Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões continuam no poder e os falsos profetas continuam a pregar.”  “Querer separar a religião da política é uma loucura tão grande ou maior do que a de querer separar a economia da política.” (Miguel Unamuno).

As frases do segundo grupo sustentam a importância do tema escolhido e inspiram homens e mulheres comprometidos com a fé, justiça e equidade a se apresentarem para tal tarefa. Claro, se tiver vocação política. Fazendo uma paródia de uma frase do grande pastor Rubens Lopes: “Políticos que faltam e políticos que fazem falta.” Precisa-se preencher a lacuna dos políticos que faltam e substituir os que cometem faltas.

 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Setenta Semanas de Daniel - Dn 9. 24 - 27

 


O nome Daniel significa, Deus é meu juiz. Foi levado para a Babilônia em 605 a.C., ainda na adolescência. Seu livro foi escrito em língua hebraica (1.1-24; 8.1- 12.13); aramaica (2.4 – 7.28). Livro dividido em duas partes: Histórica e profética.

Daniel era um homem de oração. Seu livro registra pelo menos dois momentos cruciais que ele se põe de joelhos, 2.17-23, ora por conhecimento; 9.3-19, intercede pelos judeus, seu povo e nessa oração recebe a revelação das setenta semanas.

Uma das mais importantes revelações proféticas do AT, mas também a mais divergente em termos de interpretação. Uns creem que as semanas representam tempo sem fim, outros que são semanas de anos.

Os que aceitam que são semanas de anos fundamentam – se na narrativa mosaica registrada em Levíticos 25. 1 – 22; 2Cr 36. 19 – 21. A principal interpretação, reconhece que as setenta semanas se referem a anos, ou seja, 490 anos, cada semana sendo um período de sete anos (Lv 25.1-22 e 2Cr 36.19-21).

As setenta semanas começam com a ordem para restaurar Jerusalém (v.25), que conforme Ne 2. 1-6, saiu no vigésimo ano do rei Artaxerxes (445 a. C).

1º. período – sete semanas (49 anos);

2º período – sessenta e duas semanas (434 anos);

3º período – uma semana (7 anos).

1º período – ordem para restaurar e edificar Jerusalém 7 semanas (49 anos). A ordem está registrada em Ne 2.

Quem deu a ordem? Rei Artaxerxes;

Para quem foi dada a ordem? Para Neemias;

Quando foi dada a ordem? 14/03/445 a. C. Artaxerxes, rei Medo-Persa. (2.1) vigésimo ano do rei Artaxerxes (445 a. C.) deu ordem para Neemias retornar e reconstruir Jerusalém. O programa de reconstrução durou 49 anos (sete semanas). A reconstrução terminou em 396 a. C. [396 + 49 = 445].

2º período – 62 semanas (434 anos), “... depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto. 483 anos foi o período entre a construção dos muros e da cidade de Jerusalém até a morte de Cristo (o Ungido).

O senhor Robert Anderson escreveu: O período corresponde exatamente 69 semanas (14 de março, 445 a. C. – 6 de abril de 32). [69 semanas x 7 = 483 anos. (SHELTON, 1985)

Entre a sexagésima nona semana e a septuagésima, situa-se o período da Igreja, também chamada de período da graça.

3º período – uma semana (7 anos), também conhecida como a septuagésima semana de Daniel. (Período do reino do anticristo). O Senhor revela a Daniel que: “... Ele, o anticristo, fará aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares, sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” (9. 27).

O governo do Anticristo e a septuaginta semana iniciarão com a assinatura da aliança com muitos, incluindo Israel. Aqui surge uma outra pergunta: a igreja passará pela Grande Tribulação, ou estará no céu? Alguns defendem que muito antes da assinatura do acordo de paz, a igreja será tirada, outros que ela passará pela tribulação.

Sobre o Anticristo, três perguntas se levantam:

1. De onde ele virá?

2. Quando aparecerá?

3. O que ele fará?

Para responder as perguntas precisa retomar o capítulo 2 de Daniel (o sonho de Nabucodonosor), VII-VI a.C., descreve a existência de quatro império e tem correlação com as visões registradas no capítulo sete, (Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma).

O capítulo 7.7 revela que o quarto animal (império romano) tinha dez chifres (dez nações, (7.24) império romano restaurado – (Nova Ordem Mundial?).

Diante dos problemas que envolvem o mundo, há uma proposta dos líderes internacionais para a criação de uma Nova Ordem Mundial. NOM se refere ao surgimento de um governo mundial totalitário.

Na teoria das relações internacionais, a expressão NOM, tem sido utilizada para se referir mudança no pensamento político, social e econômico. Maior centralização de poder.

Das diversas interpretações deste termo, a expressão está principalmente associada ao conceito de governança global. Uma Nova Ordem Mundial facilitará o surgimento do anticristo.

As dez nações mais poderosas do mundo: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, Alemanha, França, Japão, Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Estando eu a observar os chifres eis que entre eles subiu outro pequeno chifre, (décimo primeiro chifre) diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados....” (7.8). O pequeno chifre é o Anticristo, “o príncipe que há de vir” 9.26.

O décimo primeiro chifre, refere-se a um homem. Este homem recebe diferentes nomes: a. “o príncipe que há de vir” (9.26); “rei” (Dn 11.36); “homem do pecado” e “filho da perdição” (2Ts 2.3); “iníquo” (2Ts 2.8); “besta” (Ap 13.4) e “Anticristo” (1Jo 2.22).

Detalhes, será do gênero masculino; descendente de família religiosa, talvez descendente de judeus, mas não terá respeito ao Deus dos judeus (2Ts 2.4, Dn 7.25). Não tem respeito pelas mulheres (celibatário) (Dn 11.37)

Uma ideia que encontra suporte em Dn 7.8 sustenta que deverá sair da União Europeia (Império Romano restaurado), ou da NOM.

Quando aparecerá? 

Um texto que busca responder essa questão é 2Ts 2.6,7,8. O Anticristo só aparecerá quando for afastado aquele que agora o detém (v7).

O que é que impede o aparecimento do Anticristo e um período de grande apostasia e corrupção? (2Tm 3.1-9).

O que o detém. No grego está no gênero neutro. No verso 7 encontra a expressão aquele...detém” no masculino.

Está combinação de neutro e masculino levou os cristãos primitivos a verem nessa referência o império romano e seu imperador, porque aguardavam a manifestação do anticristo na sequência da queda do império romano.

Outros veem, que o detém, como a necessidade de cumprir a missão de pregar o evangelho a todo mundo. (Mt 24.14; 28.19,20; Mc 13.10; Ap 5.9-11; 7.9; 15.4, etc.). Nesse caso “aquele” seria talvez uma referência a Paulo (cf Rm 15.16-24) e os que seguem nos seus passos.

Outros interpretam aquele ... detém como uma referência ao Espírito Santo que será retirado por ocasião do arrebatamento da igreja, ou as constituições, pois o anticristo não respeitará leis.

Para cristãos contemporâneos, continua sendo um mistério. É alguma coisa (v.6), ou alguém (v.7) que “retém”, uma força, ou uma pessoa que impede a manifestação do anticristo que deve preceder a Vinda.

A alusão deveria ser compreensível aos destinatários da carta; para nós, no entanto, é um enigma apesar das numerosas explicações propostas.

O que o anticristo fará?

O profeta Daniel percebeu o discurso do “príncipe que há de vir”; (falava grandes coisas; falava grandiosamente; falava coisas arrogantes). Paulo afirma que (2Ts 2.9; Ap 13.4-6) ele agirá como Satanás, operando sinais e milagres falsos.

Fará um acordo de paz com muitos, incluindo Israel (Dn11.27). No meio da semana (42 meses ou 3 ½), corromperá o santuário, provavelmente o terceiro templo que será reconstruído em Jerusalém), então, começará uma perseguição assoladora contra os santos do Senhor. No final da semana Deus trará o julgamento e um reino de justiça será implantado.

O Anticristo será paralisado (gr katergese) com o sopro dos lábios do Senhor, Is 11.4; 2Ts 2.8; Dn 11.40-45)

Trindade Satânica

O projeto de Satanás era ser Deus, ou tomar o lugar de Deus, Is 14.12-17; Ez 28. 13-18). A primeira metade do seu governo será de paz e prosperidade, mas repentinamente será interrompida por destruição (1Ts 5.3).

Ele constituirá uma paródia da trindade divina. Ímpia. Satanás, anticristo e o falso profeta que chefiará a falsa religião e unirá o mundo ao redor do culto ao anticristo.

Satanás sempre desejou ser adorado com Deus; em Mt 4.9 prometeu dar os reinos do mundo e a glória deles (teologia da prosperidade) se Jesus o adorasse. O anticristo será próspero (Dn 11.36)

Aliás satanás já vem sendo adorado no mundo há muito tempo. Em 30/04/1966 o americano Anton Szander LaVey, sumo sacerdote da religião, fundou na cidade de São Francisco, California na Casa Negra a Igreja de Satanás que hoje tem milhões de seguidores no mundo (FRITSCHER. p. 27)

Uma das estratégias da Besta será colocar uma marca para identificar os seus seguidores e os que aceitarem sua autoridade. A marca será o seu nome, que nos é impossível interpretar com segurança. Diz que é um número de homem (Ap13.18), 666.

Por analogia, entende que o número sete no Hebraico significa perfeição absoluta e o número, seis imperfeição, portanto 666 é o cúmulo da imperfeição.

Apocalipse 13.1 descreve o perfil da besta (gr therion) “animal selvagem”, 11.7). Chifres simbolizam poder, e os diademas representam autoridade. A besta, que é o anticristo é dominada pelo dragão, satanás (v.4), que tinha em 12.3 sete cabeças e dez chifres.

Sua natureza é descrita na conjuntura das três feras de (Dn 7). 1. Leopardo, perigosamente malévolo; 2. Pés de urso, grande força; 3. Boca de leão, devora tudo; 4. Poder, trono e autoridade vindos da parte do Dragão. Tudo isto mostra como ele vai governar na grande tribulação Mt 24.15-31; 2Ts 2.1-12).

Um ponto importante na escatologia é o papel de Israel. Liderado pelo anticristo, uma confederação de nação tentará destruir Israel, reorganizada como Estado em 14 de maio de 1948, em cumprimento profético (Is 66.8; Ez 37. 11,12), depois de 2600 espalhada pelo mundo. Até hoje poucas nações reconhecem o Estado de Israel.

Israel será invadida durante o reino do anticristo, quando uma paz aparente resultará do acordo com o anticristo. Por isso, quando disserem há paz e segurança, eis que lhe sobrevirá repentina destruição... (1Ts 5.3). Porém, o Senhor lutará por Israel (Ez 38 18-23).

Em cumprimento profético dará espaço a última das batalhas que dará início ao reino milenar, a batalha de Armagedom (Ap 16.13-16).

A palavra Armagedom, é uma transliteração da palavra hebraica har megido, “a colina de Megido” que domina a planície de Jzereel (ou Esdralom). Este local foi palco das antigas e maiores batalhas de Israel.

No Armagedom ocorreram vários acontecimentos: derrota dos cananeus liderados por Jabim (Jz 4.2). Vitória de Gideão sobre os midianitas (Jz 7). Derrota do rei Saul (1Sm 31). Morte da rainha Jezabel (2Rs 9.33ss). Faraó Neco mata o piedoso rei Josias (2Rs 23.30).

O Armagedom simboliza a última luta escatológica entre o povo de Deus e as forças do Maligno (Sl 2.2 e 3; Is 5. 26-30; Jr 6.1-5; Ez 38.

A batalha do Armagedom será o cumprimento de Dn 2.34. A besta e o falso profeta lançados no lago de fogo Ap.19.20 e Satanás aprisionado por mil anos Ap. 20.2.

Após os mil anos, Satanás será liberto (Ap 20.7ss), reunirá um grande exército para a última peleja contra os santos, porém fogo do céu consumirá seu exército e ele será lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. Serão atormentados, pelos séculos dos séculos.

Um novo céu e uma nova terra surgirão. Novo em qualidade e novo temporalmente (gr kainos) Ap 20.11. Contemplaremos um universo diferente, no qual não há necessidade de Sol, da lua e das estrelas 21.23. Nada impede que essa nova criação seja literal conforme Rom 8.19-22. Os remidos viverão eternamente sobre a terra redimida, perfeitamente adaptada à felicidade. Aleluia, Maranata!

 

 

 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

ÚLTIMOS DIAS

 

Últimos Dias

Textos: At 2.14 – 23; Joel 2.28-32.

Tempo: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos.”  (At 2.17)

Khrónos é tempo cronológico, o tempo físico, que pode ser medido, com um princípio e um fim. 

Kairós é um tempo indeterminado, é o tempo metafísico em que algo especial acontece, é o tempo marcado com um "antes" e um "depois".

“...assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” (Ef 1.4).

“...para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia.” (2Pe 3.8)

Deus não marca o tempo segundo a medida dos homens:

Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.” (90.4).

Aion, por sua vez, seria um tempo que incluiria um passado e futuro ilimitados. Tempo dos acontecimentos incorporais, tempo do sentido. Era o tempo sagrado e eterno, ciclo e imensurável

Os discípulos questionaram o Senhor Jesus acerca do tempo da sua vinda:

“...que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século? (Mt 24.3). 

O fato mais importante é a volta de Cristo.

O fim do mundo; a consumação do século:  

quando -

que sinal haverá (relativo a destruição de Jerusalém). Quanto à destruição de Jerusalém as recomendações estão nos vv 15 – 20.

(v. 15) o abominável da desolação – tem a ver com o que os romanos fizeram no templo quando tomado no ano 70 – ofereceram sacrifícios pagãos em Jerusalém ao proclamar Tito imperador. Contrário a ordem de Tito, o templo foi totalmente destruído, cumprindo o relato profético (Mt 24.2).

No ano 170 o rei Antíoco Epifânio erigiu um altar a Zeus no lugar do altar consagrado a YHWH (1 Macabeus 1.54-59; 6.7; 2 Macabeus 6. 1-5).

(v.16) fujam para os montes - os cristãos judeus se refugiaram em Pela, na região de Decápolis.

(v. 20) não se dê no inverno nem no sábado – o inverno, frio; a Lei proibia viajar mais de um quilômetro no sábado.  

A volta de Cristo marca o fim dos governos dos homens e cumpre (Dn 2.34-35).

Antes da volta de Cristo aparecerão,

enganadores (24.4,5);

falsos cristos,

guerras,

fome e terremoto,

tribulações,

falsos profetas,

multiplicação da iniquidade,

esfriamento do amor a Deus

Todos estes sinais apenas criam o ambiente para a manifestação do grande sinal, a pregação do evangelho até os confins do mundo (v. 14; Mt 28. 18-20). Então virá o fim.

Estatística desanimadora

Em 2000 anos apenas 60% da população de quase 7,8 bilhões (2021) ouviu o evangelho.

40% (3.2 bilhões de pessoas) da população mundial ainda não ouviu de Jesus – segundo relatório da Aliança para os Não Alcançados/abril 2018

Mais de três bilhões de pessoas estão distantes da oportunidade de aprender sobre o Evangelho onde moram.

Na Ásia 60% da população desconhece o Evangelho.

No Brasil dos 309 grupos étnicos, 29 ainda não foram alcançados. (118 mil pessoas).

Outro problema é o analfabetismo, distribui-se Bíblia, porém o povo não sabe ler. Em muitos lugares a alfabetização é inferior a 30%.

Voltemos aos sinais

falsos cristos,

 

Sun Myung Moon (1920-2012), mais conhecido como Reverendo Moon, fundador da Igreja da Unificação. Ensinava ser o Messias e a Segunda Vinda de Cristo, cumprindo a missão inacabada pelo Jesus bíblico. Os membros da Igreja da Unificação ainda consideram Sun Myung Moon e sua esposa, Hak Ja Han, os Verdadeiros Pais da humanidade, Adão e Eva restaurados à sua plenitude.

 

Inri Cristo (1948 -), um astrólogo brasileiro que afirma desde 1969 ser o segundo Jesus reencarnado. Vive em Brasília, considerado por ele e seus discípulos como a “Nova Jerusalém” mencionada no Apocalipse.

 

 

Guerras,

 

1ª Guerra Mundial (1914-1918); 2ª Guerra Mundial (1939-1945); se compararmos em termos de mortos, vive-se a terceira guerra mundial, passa de 4,5 milhões. (14.800 p/dia) (Guerra biológica)

 

A violência parece fazer parte do DNA humano. Poucos foram os períodos de paz em algumas regiões do planeta:

 

1.    O período mais longo de paz foi registrado na Antártida. (Continente gelado).

2.    A civilização minoica floresceu em Creta 3.000 a.C – 1100 a.C passou 1.500 anos sem trava nenhuma guerra. Causa: existência de poderosa esquadra marinha, nenhuma ousava desafiar a outra.

3.    Na Europa em partes da Asia e da África entre 100 d.C.  - 200 d.C., foi um momento de paz mundial devido o poderio das legiões romanas.

 

Fome 

 

A fome atinge 811 milhões de pessoas no mundo

(O relatório “O Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI, na sigla em inglês) 2021”, divulgado nesta segunda-feira (12) pela ...)

 

Terremoto – diariamente o noticiário informam sobre terremotos, furacão, enchentes.

Multiplicação da iniquidade, 2 Tm 3. 1-9

 

Esfriamento do amor a Deus – Lc 18.8

Desigrejados – O censo de 2021 registrou 20 milhões de desigrejados

cansados de igreja,

desinstitucionalizações,

evangélico não praticante,  

O que tem afastado as pessoas das igrejas?

·        Pandemia

·        Escândalos (Pedofilia entre sacerdotes)

·        Escândalos financeiros

Conclusão: tudo indica simplesmente os princípios das dores para que finalmente levante o anticristo. (Perfil  do anticristo)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 11 de dezembro de 2021

O FALAR EM LÍNGUAS

 

No campo religioso, a glossolalia (expressar em língua desconhecida) é histórico, É um fenômeno sobrenatural, presente em manifestações religiosas de diferentes matizes, (Islâmica, umbandista e cristã).

O apóstolo Paulo (1Cor 12 e 14), categoriza a glossolalia como um dom espiritual que pode ser tanto uma língua conhecida, desconhecida ou estática (gr glössön).

O dom de língua carece de interpretação. (cf cap 14).

O assunto que é abordado resumidamente no capítulo 12, é ampliado no 14, onde Paulo diz que o falar em línguas é um monólogo que produz edificação pessoal, a não ser que haja interprete para edificação da comunidade cristã (14.5).

O dom de língua, longe de uma ostentação, serve para fortalecer a comunidade e sempre deve ser interpretado, pela pessoa que fala, ou outra (v 13). Caso não tenha interprete, e nem o dom de interpretar, Paulo recomenda ficar calado (v28). Caso não haja interprete, o espírito da pessoa ora de fato, mas a mente não é edificada (vs 14-17).

Apesar da língua ser um sinal para os descrentes, Paulo não recomendava a prática na igreja. (vs 16,17).

Oração em língua que exclui a razão, torna a adoração incompleta, pois desassocia o espírito da mente. A oração em êxtase espiritual terá maior valor se a comunidade puder aproveitar.

O Velho Testamento fez referência ao dom de língua: Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o Senhor a este povo. (Is 28.11).

As línguas constituem um sinal, não para os crentes, mas para os não crentes (v22).

As línguas não serviam para a evangelização (a pregação de Pedro em At 2 foi em aramaico). As línguas eram para adoração. A evangelização era feita individualmente nas circunstancias da vida diária.

Paulo disciplina o uso das línguas que deve ser usada para edificação (v 27,28) e dentro de uma ordem, limitada no máximo três pessoas e que haja interprete, não havendo, fale consigo mesmo e com Deus silenciosamente.

Finalizando, Paulo exorta que não se deve proibir o falar em outras línguas (v 39), porém tudo deve ser feito com ordem e decência (v40).

As reuniões de adoração devem ser reverentes, ordeiras, cheias de harmonia e poucas inovações.

Jurandir Marques

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

PEQUENA REFLEXÃO SOBRE ESPIRITISMO E CRISTIANISMO

 

“Espiritismo, segue a mesma crença do cristianismo, pois Jesus recebia um guia espiritual conhecido por Cristo”, conceitua Gisele Barros, adepta do espiritismo e declara também que o espiritismo nega a existência de Satanás e a realidade do inferno.

O Espiritismo Kardecista é uma doutrina religiosa de cunho filosófico e científico, cuja principal crença gira em torno da constante evolução espiritual do ser humano, através das reencarnações. ... O conjunto de todas essas obras é conhecido como a “Codificação Espírita”. "O essencial está em que o ensino dos Espíritos é eminentemente cristão; apoia-se na imortalidade da alma, nas penas e recompensas futuras, na justiça de Deus, no livre-arbítrio do homem, na moral do Cristo. Logo, não é antirreligioso". Kardec 1857, p. 193.

O francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec), pedagogo, criou o termo espiritismo em 1857 e o definiu como “doutrina fundada sobre a existência, as manifestações e os ensinos dos espíritos”. O espiritismo não é reconhecido como ciência, porém, o seu fundador declarou que o espiritismo alia aspectos científicos, filosóficos e religiosos Kardec 1849, p. 40.

Tudo começou com o fenômeno das mesas girantes ou mesas dançantes, tipo de sessão espírita em que os participantes se sentam ao redor de uma mesa, colocam as mãos sobre ela e esperam que ela se movimente. O fenômeno intrigou, como poderia a mesa se mover se ela não possui músculos nem cérebro. Dizem que o mesmo agente causador do fenômeno respondendo disse que: “Não é a mesa que pensa! Somos nós, as almas dos homens que vivem na Terra” Porto 2019 (Espiritsmo, Dicionário Infopedia de Língua Portuguesa, Porto Editora, 2019. Cópia Arquivada 7 de Outubro de 2019.

A doutrina espírita está fundamentada em cinco obras: Codificação Espírita, (Kardec 1857/1868). Essa codificação é composta por O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e a Gênese. Associadas, estão O Que é o Espiritismo? Revista Espírita e Obras Póstumas.

Os seguidores do espiritismo entendem-no como uma doutrina para o aperfeiçoamento moral do homem e acreditam na existência de uma Deus único, na possibilidade de comunicação útil com os espíritos através de médiuns e na reencarnação como processo de crescimento espiritual e justiça divina.

O Espiritismo de acordo com o Conselho Espirita Internacional está presente em 36 países ao redor do mundo. No Brasil conta com cerca de 3,8 milhões de adeptos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mais de trinta milhões de simpatizantes, de acordo com a Federação Espirita Brasileira (FEB). Os espiritas também são conhecidos por influenciar e promover movimentos de assistência social filantrópica.

Para justificar o espiritismo como oriundo da tradição judaico – cristão, são citadas narrativas do Velho Testamento.  I Samuel 9:9 "Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente." E como prática corrente, como em I Samuel 10:6-24 "E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem. (...)". Conforme o contexto, constituía-se numa prática arriscada, como ilustrado em II Crônicas 16:7-10. Os espiritas citam também a proibição de Moisés à pratica da “consulta aos mortos”, como evidência da crença judaica nessa possibilidade, o que não deixa de ser verdade, pois os cristãos evangélicos obedecem a essa recomendação mosaica.

Um outro exemplo citado pelos espiritas é a consulta de Saul à bruxa de Endor (1 Sm 28. 1-25); Jesus com Moisés e Elias no monte Tabor (Mt 17. 1-9). Citam também em seu favor, relatos contidos nos Diálogos de Platão quando fala sobre o daimon (mitologia grega, semelhante aos gênios Árabe, que acompanhava Sócrates.

O dia 31 de março de 1848 marca o início dos acontecimentos das modernas manifestações mediúnicas na residência das irmãs Fox em Hydesville, EUA.

Samuel falou com o espírito de Saul? – (1 Sm 28. 7 – 20)

À exegese evangélica reformada, o espírito de Saul não falou com Samuel e sim um espírito estranho. Uma leitura da experiência de Saul com a bruxa de Endor, literalmente procura convencer que realmente o espírito de Samuel falou com Saul. Porém analisando o texto, logo se percebe que Saul pede à mulher que faça subir um espírito familiar e não o espírito de Samuel

  E Saul se disfarçou, e colocou outras vestes, e ele foi, e com ele dois homens e, de noite, vieram à mulher; e ele disse: Rogo-te que me adivinhes pelo espírito familiar, e me faças subir, a quem eu te der o nome. (versão King James Fiel 1611).

Saul viveu por muito tempo atormentado por um espírito mal (1Sm 28.20; 2 Co 11.14), é possível que este mesmo espírito aparece na ocasião. O que deixa aparentemente confuso é a narrativa a partir do verso 16 em que o espírito fala exatamente como se fosse o profeta Samuel, o que dá a entender que é realmente Samuel quem está falando, porém, uma leitura contextualizada mostra ao contrário. Em primeiro lugar na fala do espírito existe apenas uma afirmação daquilo que o Senhor já havia afirmado, que Saul seria derrotado em uma guerra, porque o Senhor permitiu (1Sm 28. 17-19). Em segundo lugar, o espirito repete palavras que Samuel já havia dito em vida, portanto, uma simples imitação. Em último lugar, o versículo 19 diz que Saul e seus filhos estariam com Samuel. Porém, tudo indica que o destino eterno de Saul foi outro, portanto, não poderia estar junto a Samuel.

Os cristãos evangélicos desconstroem o processo da reencarnação baseados no que diz o escritor aos Hebreus 9.27 “E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto, o juízo”. A declaração é vista como regra geral para o ser humano. Raríssimas vezes alguém morreu mais de uma vez, por exemplo Lázaro (Jo 11.43-44). Porém, Lázaro não recebeu o corpo que receberão todos os ressuscitados no dia da ressurreição. Estarão isentos da morte os que na vinda do Senhor serão arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares (1Ts 4.17).

O texto aos Hebreus declara que após a morte segue-se o juízo, ou seja o juízo final que será aplicado a todas as pessoas. As pessoas que morrem fisicamente sabem que não voltarão a viver novamente. Lazaro, Dorcas e a filha de Jairo ressuscitaram e não reencarnaram. O ser humano só desfruta da vida neste mundo uma vez só, vindo depois disso o juízo. “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2Cor 5.10).

Cada cristão um dia terá que comparecer perante o tribunal de Cristo, para prestar conta a Ele. Prestará contas das ações ocorridas durante o tempo de vida terrena. Não será julgado pelo pecado, pois este já foi julgado e perdoado pelo ato da cruz (Ef 1.7). Paulo está referindo às atividades realizadas durante a vida, as quais dizem respeito ao galardão eterno. Aquilo que o cristão fez com o corpo temporário. Paulo não está dizendo a respeito das coisas benéficas da terra, mas das quais deveria glorificar a Deus por meio delas e gastar maior parte da energia e tempo com as coisas de valor eterno.

O juízo para condenação está narrado em Ap 20. 11-15. Quem enfrentará esse juízo? Todos os que rebelam contra o Criador e o seu Cristo. Estes estarão em pé diante dEle. Em sentido judicial, como prisioneiros culpados e condenados diante do tribunal da justiça divina. As ações e pensamentos não confessados e perdoados estão registrados diante do Supremo juiz, e haverá diferentes graus de condenação no inferno (Mt 10.14-15; 11.22; Mc 12. 38-40; Lc 12.47-48; Hb 10.29).

E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Ap 20.15). Lago de fogo, o estado final, o Inferno final, lugar de punição eterna de todos impenitentes, angélicos e humanos.  O conselho prático para a salvação é aceitar o sacrifício de Cristo realizado na cruz.  

domingo, 26 de setembro de 2021

Escrituras e o Aquecimento Global

 


As Escrituras com seu registro milenal trazem severas advertências sobre o ecossistema. O Eterno criou um Jardim no Éden, ou Jardim de Deus, na direção do Oriente [Gn 2.8]. Éden é uma palavra hebraica que significa “delícia” [Is 51.3, Ez 31. 8 – 9]. Alguns relacionam com um termo assírio ‘edinu’ que significa planície ou estepe.

Diz-se que o Eterno plantou de árvores esse local. Deste lugar saía um rio de cristalinas águas que regava o paraíso, o qual dali se dividia em quatro canais chamados Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Destes, o Eufrates é o mais conhecido. O Pisom fazia contorno com todo o país Havilá, onde nasce ouro, o Giom torneia o país da Etiópia.

Quatro teorias procuram determinar a posição exata do Éden. (1). O daqueles que, identificando os quatro rios ainda existentes, não podem encontrar a posição geográfica de um rio que se divide em quatro. O local investigado é a Armênia. As nascentes do Tigre e Eufrates estão lá. O Pisom ou é o Fasis, na Pérsia atual, ou Hur, grande tributário dos Araxes. O Giom dizem ser o Araxes, cujo nome árabe é ‘Gaihum er-Ras’. Objeções a essa teoria: (a) dificuldade de descobrir o rio donde procedem os quatro; (b) ausência de provas de que a terra de Etiópia ou Cuse, se estendia até àquela região; (c) o Havilá, registrado por Moisés, não está na Armênia. Portanto, o Jardim devia estar situado entre o Nilo e a Índia, ou entre a Índia e o Oxus. O país de Havilá é identificado em local indiano, onde existe ouro, e a Etiópia ou Cuse, no planalto central da Ásia. O Giom, o rio da Etiópia ou Cuse, é pois, ou o Nilo chamado pelos etíopes ‘Gewon ou Geyon’, ou o Oxus. A identificação do Giom com o Nilo vem dos tempos de Josefo.

(2). As teorias que procuram determinar a exata posição geográfica, contrária a descrição bíblica, e identificar, não só os quatro rios, como o outro rio donde eles procedem. Calvino observa que o Tigre e o Eufrates, corriam juntos, formando um só rio, durante pequeno curso, que depois se abria, entrando no golfo Pérsico, por duas embocaduras; e que o território banhado pelas duas correntes unidas, era o lugar do Éden. Há razões para crer que este ponto era antigamente o leito golfo Pérsico.

Frederich Delitzch pensa que o rio do Éden é o Eufrates. Correndo em plano superior ao Tigre, a superabundância de suas águas, corria pelas planícies estratificadas do norte de Babilônia, abrindo caminho para lançar-se no Tigre. Está região, tão abundantemente regada, devia ser fertilíssima. Sabia-se que os antigos babilônios consideravam está região como sendo o jardim do deus Duniás.

Um dos descendentes de Cuse pai de Ninrode, governou nas planícies da Babilônia, [Gn 10.8-10]. Diante destas informações percebe que o ecossistema era maravilhoso. Deve-se lembrar também que neste ambiente fértil e próspero o Eterno colocou sua criatura com a seguinte ordem: “cultivar e guardar” [Gn 2.15]. O trabalho longe de ser um castigo foi imposto ao ser humano como uma atividade que permite cumprir as responsabilidades na manutenção e desenvolvimento do universo. O trabalho era algo agradável, somente após o pecado da desobediência adquiriu características de esforço penoso [Gn 3. 17-19].

Durante o tempo que os primeiros pais permaneceram em estado de obediência, o planeta desfrutou de excelente conservação. Mesmo no período da peregrinação havia exortação para proteger as árvores, “... não destruirás o seu arvoredo...” [Dt 20. 19-20].   

Diante da constante destruição do ecossistema, ainda no primeiro Século, as Escrituras registram que a natureza geme, “Porque sabemos que toda criação, a um só tempo, geme e suporta angústia até agora...” [Rm 8.22]. Ao término de cada estágio da criação o Eterno atribuía a si nota máxima com elogio pela perfeição, “Viu Deus que tudo quanto fizera, e eis que era muito bom...” [Gn 1. 31]. A criação divina era excelente. O adjetivo bom revela que o que Deus fez não é apenas belo, mas também moralmente correto, agradável e útil. Esta ideia contradiz os mitos pagãos que falam de um mundo criado por deuses caprichosos ou de um universo que existe sem propósito algum ou tem, inclusive, um caráter maligno.

Quando o homem perdeu a visão de guardador da natureza recebida, adquiriu a visão de explorador e destruidor. A destruição da natureza não começou com a Revolução Industrial do Século XVIII, ela apenas acentuou com a visão utilitarista a exploração da natureza. O homem perdendo a visão da sua responsabilidade de conservação, assumiu a visão da destruição em busca de um bem estar egoísta. A natureza humana é insaciável. A ordem econômica mundial decretou a destruição do planeta o que levou Max Weber afirmar em seu livro A ética protestante e o espírito do capitalismo (1905): “até que a última tonelada de combustível tiver sido gasta”.

A natureza caminha para seu inexorável destino, destruição. Porém há esperança. O mundo transformará do caos em ordem, da violência em paz. Esse novo amanhã é a grande esperança dos cristãos.

Paulo em sua carta aos cristãos de Roma afirmou que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. As Escrituras explicam que há filhos e criaturas. Não são faces da mesma moeda. Há uma tremenda diferença em ser filho e ser criatura. Todos são criaturas de Deus porque foram criadas por Ele. Ser criatura independe da vontade decisiva. Porém tornar-se filho é algo opcional. João em seu evangelho revela as condições para se tornar filhos de Deus: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, os que creem no seu nome” [Jo 1.12]. Ninguém nasce filho de Deus. Nem mesmo através do batismo se torna filho de Deus. A filiação se limita aos que creem e recebem a Cristo.

A partir da queda a criação tornou-se sujeita à vaidade, isto é, perdeu a sua verdadeira finalidade foi condenada ao fracasso. Por isso, sistema algum, seja político, social ou econômico poderá restaurar essa criação. A queda não foi causada por um fenômeno natural, mas sobrenatural. Portanto, só poderá ser resgatada de forma sobrenatural.

O mundo que agora existe dominado pelos soberbos e perversos, caminha para extinção através do fogo que emana de Cristo no dia da sua vinda [Ml 4.1]. Naquele grandioso dia os céus que agora existem passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Estas declarações informam que o nosso sistema solar será destruído pelo fogo [2Pe 2.10]. O mundo antigo foi destruído pelas águas do dilúvio, o presente será destruído pelo fogo. Portanto procede o aquecimento global.

Mas para os que temem e obedecem ao Senhor, para os filhos, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos na estrebaria.

(jcm)    

domingo, 12 de setembro de 2021

Na presença do Senhor!

 


Há tempos não se ouvia notícias de um tão grande número de servos e servas fiéis, que partiram para a eternidade. A certeza que temos é que o referencial sagrado afirma que estão na presença do Senhor.

As Escrituras dizem que vão para o paraíso, lugar de refrigério, segurança e descanso na presença do Senhor (Lc 23.43; Ap 14.13)

Bem aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.

A morte é um fenômeno comum a todos. Apenas Enoque e Elias não passaram por essa experiência.

De Enoque e Elias diz o registro sagrado que eles andavam com Deus e Deus os tomou para si (Gn 5.24; 2Rs 2.5, 11).

Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.

Então, os discípulos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando – o por sobre a tua cabeça?

Jeremias ao falar sobre o fenômeno da morte disse:

“... chorai amargamente aquele que sai; porque nunca mais tornará, nem verá a terra onde nasceu”. (Jr 22.10b).

O rei Davi, diante da morte de seu filho, gerado com Bate – Seba, expressou:

“... eu irei a ele, porém ele não voltará para mim”. (2Sam 12.23).

Moisés morreu aos 120 anos (Dt 34.6). Porém é ignorado o lugar da sua sepultura. O seu corpo foi produto de disputa entre o Arcanjo Miguel e o diabo (Judas v.9)

Moisés e Elias, cerca de quatro mil anos mais tarde, aparecem em um monte na cidade de Jerusalém conversando com Jesus, este transfigurado, sobre o que ele estava para cumprir. (Lc 9.30,31)

 Ao ladrão penitente, Jesus no alto da cruz assegura – lhe: “... hoje estarás comigo no paraíso”. (Lc 23.43).

A parábola sobre o rico e o mendigo, que alguns eruditos não aceitam como fonte de informação sobre a vida no além deixa claro que o mendigo, por ser uma pessoa temente a Deus, foi levado para o paraíso (seio de Abraão).

Estes fatos e outros comprovam biblicamente que os que morrem no Senhor não ficam no esquecimento, pelo contrário, têm uma vida dinâmica na eternidade. Aguardando o dia em que retornarão com Jesus para receberem os corpos incorruptíveis e estarem para sempre com o Senhor (1Tss 4.14). jcm